segunda-feira, 24 de junho de 2013

Morre lentamente...


Morre lentamente, quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música.

Morre lentamente, quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos.

Morre lentamente, quem não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente, quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos.

Morre lentamente, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho.

(Pablo Neruda, com adaptações)

Nenhum comentário:

Postar um comentário